domingo, 6 de julho de 2014
100 happy days
Já faz um tempo que eu vejo a Mel, do blog "A series of serendipity", e a Luly Trigo, autora do livro "Carnaval" fazendo um tal projeto chamado de 100 happy days (100 dias felizes). Elas sempre postavam várias fotos, e eu me interessei muito pelo projeto, mas fiquei com uma certa preguiçinha de fazer.
Pra quem não sabe, o projeto consiste em você tirar uma foto de algum momento feliz do seu dia todos os dias. Gento, eu queria dar um abraço na pessoa que criou essa coisa e pegar essa criatividade pra mim. Que amor, que felicidade, que alegria... só fotografar coisas boas, mesmo que pequenas, pra mostrar que todos os dias podem ter pedaços de felicidade? Nem amo, hahaha.
Eu tenho uma câmera até muito boa, mas ela não é movida a bateria recarregável e sim a pilha, que é movida a dinheiro por que sempre precisamos comprar novas, e eu nem sempre tô com dinheiro pra compra-las. Eu infelizmente divido ela com o meu irmão e a minha mãe, então decidi fazer o seguinte: quando der, eu tiro com a câmera. Quando não der, vai com o celular.
É isso gente, espero que tenham gostado do desafio
Participem também, parece tão legal. Pra que animou,
entre aqui: http://www.100happydays.com/pt/#what
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Os últimos filmes nacionais que eu vi
Tenho que confessar uma coisa: eu mal viajei nessas férias. Acho que não estava (nem estou) muito no clima. Passei uma semaninha na casa dos meus avós e olhe lá. Pra compensar, li muitos livros e vi vários filmes... brasileiros ( yey !!!). Vim aqui então com uma listinha dos meus filmes nacionais prediletos. E tem muita coisa boa viu?
- As melhores coisas do mundo (2010)
Esse filme é um amorzinho. Amorzinho no sentido de ser ótimo e ter me fisgado completamente, não por ser leve ou romântico. Fala de tabus como perder a virgindade, homossexualidade, bullying e suicídio de uma forma bem abrangente e completa para os jovens brasileiros.
O filme de Laís Bodansky conta a história de Mano (Francisco Miguez) durante um mês de seus 15 anos, estudando numa escola de classe média em São Paulo e tendo que enfrentar uma reviravolta familiar.
- Confissões de adolescente (2013)
Ah, romances adolescentes. Ah, o primeiro beijo. Ah, as festas e os jogos de verdade, consequência, situação ou nota (quem nunca ?). Tenho que confessar, quando vi o trailer, fiquei super animada pra ver.
O filme é dirigido por Daniel Filho e é baseado nos diários de Maria Mariana, que já renderam uma peça e uma mini- série na tv. Conta a história de quatro irmãs (Cristina, Bianca, Alice e Karina) cada qual em uma época da vida diferente com esperiências diferentes, morando num bairro classe média do Rio de Janeiro. O filme é muito fofo e a Sophia Abrahão (que interpreta Cristina no longa) afirmou que vai ter continuação. yes !
- Eu não faço a menor ideia do que eu to fazendo com a minha vida (2013)
Nome mais comprido esse não? hehehe, mas obviamente que eu não perderia um filme no qual a Clarice Falcão é a protagonista. O longa foi bem barato e é um pouco confuso, mas é tããããão fofo. hahahaha.
A história é sobre a Clara, (Clarice linda fofan Falcão) uma caloura na faculdade de medicina. O problema é que ela não tem certeza que é realmente isso que ela quer. Então, junto com seu amigo Guilherme, (Rodrigo Pandolfo) ela vai fazendo "testes" do que ela quer fazer e o que faz ela se sentir feliz. Não é um filme cabeça nem vai mudar sua vida. Se for fã da Clarice, assista. Se for mais um jovem "tentando se encontrar", assista também. E, por fim, vim pedir desculpas ao Gregório Duvivier, mas aqueles dois juntos são um ótimo par, heheheh.
- Desenrola (2011)
Esse filme eu achei perdido no youtube da vida e me surpreendeu muito. Ele conta a história de Priscila, (Olivia Torres, que interpreta Juliana em "Confissões de adolescente") uma adolescente de dezesseis anos que se vê nos dilemas de perder a virgindade. Ela está super afim do garoto mais popular da escola, mas os planos podem mudar com uma pesquisa e um tal de Boca (Lucas Salles, sim, o do Parafernalha). O final já é esperado né? Olha, o filme é água com açúcar e tals mas eu gostei.
- Central do brasil (1998)
Ok, ok, esse filme de novo não tem nada.... mas se você nunca viu ele, eu te imploro pra que ligue a tv agora mesmo e assista.O filme é ma-ra-vi-lho-so e super tocante. Conta a história da Dora, (Fernanda Montenegro) uma mulher que escreve cartas para pessoas analfabetas na estação "Central do Brasil" e do Josué, um jovem pobre que vê a mãe morrer atropelada na estação. Ela decide ajuda-lo a encontrar suas raízes e eles viajam pelo Brasil na tentativa de conseguir melhor qualidade de vida ou poder reaver seus parentes deixados para trás.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
As coisas acabam
Acordei. Acho muito mais sincero falar assim do que dizer que abri os olhos. Principalmente, por que não quero abri-los. Sei o que eles vão ver. Parece que, durante todo o tempo, eu sabia qual seria o final, mas decidi deixar pra lá e seguir a maré, de novo.
Levanto, boto minha blusa e meus shorts. Como será que vou explicar esse chupão no pescoço pra minha mãe? Tento achar meus tênis, mas a ressaca está forte demais pra eu conseguir fazer algo sem me desequilibrar e cair. Cair e fazer barulho, fazer barulho e te acordar.... esse é meu último objetivo agora.
Cadê minha bolsa? Cadê meu celular e as chaves do carro? Ah, é verdade, viemos no seu carro. Me agachei no chão e achei os tênis em baixo da cama. Me enfio ali cuidadosamente e pego eles. Muito útil ser baixinha e magrela nessas horas. As meias estão dentro do mesmo tênis, o pé esquerdo, como sempre. Saio de debaixo da cama e tento lembrar onde deixei meus óculos.
"Na mesinha de centro da sala, provavelmente", penso. Pego meu casaco jogado em cima da cadeira e saio do quarto. Volto antes de dar dez passos e observo você dormindo. O cabelo castanho bagunçado. Seus pés pra fora do lençol e seus braços morenos. Preciso me concentrar em ir embora, porque sei que é a coisa certa. Mas é difícil sabe? E fica ainda mais difícil quando eu só consigo me lembrar do nosso primeiro beijo, naquela festa. Você foi tão fofo e tão carinhoso e o seu abraço era, de repente, o melhor abraço do mundo. O seu beijo? Meu deus, como vou sentir falta dos seus lábios nos meus. Levo os dedos aos lábios e noto que, mesmo fazendo quase cinco anos, (meu deus, cinco !!!! é metade de dez, que é um décimo de cem, que é mais do provavelmente eu vou viver) eu lembro perfeitamente dos detalhes. Que bosta, eu devia estar tão nostálgica e romântica como estou sendo. Não depois de todos os erros que você comentou. Várias vezes.
Lembro que depois da festa eu passei dias sofrendo de uma terrível overdose, não de drogas, de você. Outra coisa, li por aí na internet que o amor e a paixão de verdade mesmo, duram cerca de um ano,o que resta depois é puro apego. Não sei se é verdade, mas sei que preciso lidar com a falta que você vai fazer e que, no fundo, os defeitos agora superaram suas qualidades. Vou ter que lidar que eu não vou ver mais você, e que, se eu vir, não vou poder correr pros seus braços e te beijar. Ai, que clichê anos 80...
Corri pra perto de você e, inevitavelmente, dei um beijo na sua cabeça e senti seu cheiro de novo. Corri novamente pra a porta, chutei a sua cueca que estava no chão, sai e fechei a porta. Não olhei pra trás.
Lembro de uma vez que uma amiga minha brigou com o namorado e veio me pedir ajuda, falando que nada ir apagar o que ele tinha feito, que estava difícil pra ela e ninguém entendia seus motivos. Entreguei à ela uma garrafa de suco de maracujá, peguei a primeira temporada de Friends pra assistirmos e lhe disse algo que eu acredito até hoje: "apagar, realmente, nunca nada nem ninguém vai, é uma questão de esquecer, ou melhor, reconsiderar. Veja pelo lado positivo e negativo. Por exemplo, se vocês terminarem, pense se você vai se sentir melhor com ou sem ele. Se, por apenas um erro, seja ele qual seja, você deve esquecer tudo de bom que ele fez. Não tô aconselhando a você ficar com qualquer canalha vagabundo que aparecer, e sim ver se você o ama e o perdoa pela cagada que ele fez contigo. Agora, vou ligar pro pessoal de sair pro bar hoje e, por enquanto, vamos nos distrair pela milésima vez com os problemas da Rachel, da Mônica, da Phoebe, do Ross, do Chandler e do Joey"
Cheguei na sala e achei minha bolsa, meu celular e a chave do meu carro, que, lembrando agora, está na revisão. Ótimo. Procurei pelos óculos e encontrei no lugar o finzinho de uma mistura nojenta de cerveja, vodca, saliva, suor e suco de uva. Levei o copo até a cozinha e, adivinhem quem eu encontro lá. Meus óculos, com um arranhão grande pra cacete, em cima da pia, perto daquele resto de lasanha. Fui botar o copo dentro da pia e deixei ele cair. Quebrou. Merda. Espero que seu sono esteja bem pesado. Não estava.
Eu rapidamente peguei um pano, uma vassoura e tudo mais, limpei o chão e quando estava tentando decidir se eu ligava pra Luísa ou pro André pra me darem uma carona ou pegava o busão de sempre, você chegou. Você me levantou no ar e foi logo me beijando, mas eu pus a mão entre nossos lábios, me afastei e disse apenas: "As coisas um dia acabam. Quebrei um copo. Você quebrou meu coração. Estamos quites agora não é mesmo?"
Observei enquanto você levou a mão a boca, sussurrou alguns palavrões baixinho e foi embora. Desculpa, desculpa mesmo viu rapaz? Eu até hoje te amo, guardei tudo de bom lá no fundo do baú. Mas não dava mais na época, e eu sentia que você estava comigo por obrigação, que você queria fazer aquelas merdas de novo e não pedir desculpas na próxima. Na verdade, isso eu não sentia, eu tinha certeza absoluta. Tenho até hoje.
Dei um abraço no deco, aquele seu pug fofinho, e fui embora. De ônibus mesmo, não ia ficar remoendo a situação com a Luísa nem ouvindo as piadas de bêbado do André. Nada ia melhorar meu humor tirando, talvez, o gatinho ouvindo skank que sentou do meu lado no ônibus e deixou eu chorar no ombro dele. Ele não era você, e eu nunca verei ele de novo, mas as coisas acabam não é ? Não é? Por favor, diga que sim.
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